Goze!
on-line
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25.2.04
Posted
17:32
by ELAINE PAUVOLID
E ventos bons trazem:
Veja a agenda que a OFICINA EDITORES do Sérgio Gerônimo Delgado, Glenda Maier e associados preparou para gente:
Acesse www.oficinaeditores.com.br/roteiro.htm e fique plugado por onde a POESIA passa.
ESPECIAL:
-IX CONCURSO NACIONAL DE POESIA FRANCISCO IGREJA 1 poema, até 30 linhas(espaços entre estrofes inclusive), 3 vias, datilografadas ou digitadas, com psedônimo, tema livre, língua portuguesa, todos os estilos aceitos. Sistema de envelopes para remessa até 31 de julho 04, para Estrada de Jacarepaguá, 7166/404, Freguesia/Jacarepaguá, Rio/RJ, 22753-045. Categorias: infanto-juvenil, juvenil e adulto. Mais informações pelo e-mail: apperj@ig.com.br
OFICINA Editores
Av. Mal Henrique Lott, 270/1406, Rio/RJ, 22631-370
www.oficinaeditores.com.br
www.orbita.starmedia.com/~sergio_geronimo
Lançamento
Refazendo nós;
Ensaios sobre mulher e literatura.
IZABEL BRANDÃO & ZAHIDÉ L. MUZART (Orgs.)
552 páginas.
Co-edição Santa Cruz do Sul: EDUNISC
www.editoramulheres.com.br
Veronica Diaz mandou avisar:
MOSTRA DO
ATELIÊ COREOGRÁFICO
primeiras criações
Segunda-feira, dia 15 de Março, às 20h
No Espaço Cultural Sérgio Porto
Rua Humaitá,163 Botafogo
ENTRADA FRANCA
E se você prometer voltar aqui e deixar seu comentário a gente conta os outros sites interessantes que esperam por você.
Trilhas Literárias
outra
conheça o trabalho de João de Abreu Borges através deste endereço e leve também uma artista plástica.
E Jiddu Saldanha entrevistando à beça em:
Oi pessoal, as entrevistas do LA ESTRADA agora estão no site www.paparazho.hpg.com.br
Chegando na página inicial do Site é só clicar em "La Estrada" e escolher a entrevista para ler.
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17:07
by ELAINE PAUVOLID
E rufam os tambores, a platéia vibra, não é Flamengo contra
Fluminense, nem o brado da torcida vascaína, é um texto
sobre a nossa política
Por José Nêumanne
Incômodas reflexões sobre o Waldogate
Dá para acreditar que Waldomiro agia apenas por sua conta e risco no Planalto?Qualquer brasileiro que já tenha entrado numa repartição estatal sabe que servidores públicos não são extraterrestres caídos de pára-quedas. Basta estar de posse das faculdades mentais e ter um QI de três dígitos para duvidar que Waldomiro Diniz, de origem desconhecida, profissão
não revelada e passado ignoto, se tenha materializado de súbito e por acaso numa sala ao lado do escritório mais importante da burocracia federal, no qual despacha o gerentão escolhido pelo milionário de votos Luiz Inácio Lula da Silva para conduzir nossa burocracia. Na política há invertebrados e, por isso, ocorre partenogênese, forma de reprodução sexual em que um
óvulo se desenvolve sem ter havido fertilização, comum em alguns insetos e plantas, conforme o Dicionário do Aurélio. Mas não na gestão republicana! Na cúpula dos Poderes, é de todos sobejamente sabido, abundam parasitas, mas estes não são artrópodes, que se reproduzem a si mesmos.
Então, é aconselhável que José Genoino, Aloizio Mercadante, Arlindo Chinaglia, João Paulo Cunha e Ideli Salvatti parem de falar e agir como se o protagonista do escândalo Waldogate fosse um incômodo estranho no ninho, anômalo na estrutura
de poder da república petista. Alguém lhe deu poderes, e não foram poucos, como esclareceu João Domingos em reportagem neste jornal domingo [O Estado de São Paulo,quem dera fosse o Aliás...] . E é da praxe da administração, pública ou privada, que um funcionário com poder seja obrigado a prestar contas a alguma chefia. Não há por que imaginar que uma pessoa, por mais arrogante que ela fosse - e assim o descreveu o líder da bancada governista do PPS na Câmara, Roberto Freire -,
ao negociar votações de interesse do Executivo no Legislativo em troca de verbas do Executivo agisse apenas por sua conta e risco, como se participasse daqueles shows de quiz que já nem estão na moda na TV. Da mesma forma como alguém
o guindou ao poder, alguém também teria de exigir dele prestações periódicas de contas de suas atividades. O nome disso é hierarquia e essa palavra corriqueira não demanda consulta a dicionários para ser entendida pelo leitor ou pelo dr. José Dirceu.
Tendo sido o chefe da Casa Civil citado, talvez seja conveniente interromper esse raciocínio para explicar que nenhum brasileiro sensato tem interesse numa crise que desestabilize o governo federal. Até porque em seu primeiro ano este demonstrou juízo,
às vezes até além do exigido, na gestão das complexas finanças públicas. Só que não se pode, em nome da governabilidade e da estabilidade política, tapar o sol com a peneira e tratar a opinião pública como uma espécie de horda idiotizada incapaz de
perceber que, depois de haver convivido com Dirceu, a ponto de ter morado com ele e se tornado a melhor (senão a única) via para chegar a seu gabinete - segundo testemunho na certa insuspeito do deputado e companheiro Doutor Rosinha (PT-PR) -, o funcionário pilhado em flagrante delito de pedir contribuição para a campanha de companheiros e aliados e mais uma gorjetinha para a própria conta pessoal não pode ser o único alvo da investigação policial de seu crime. Se existem inquilinos do Palácio do Planalto cujas ações independem das ordens e escapam à vigilância da chefia, então a coisa é mais grave do que se imagina.
Não deve José Dirceu responder por fraudes da lavra do ex-subchefe da Casa Civil de Assuntos Parlamentares em 2002 ou 2003. E para saber isso nem era preciso recorrer ao notório saber jurídico do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, que sacou a figura que isenta os cidadãos dos ilícitos legais cometidos por seus cônjuges. Cada brasileiro responde por seus atos, à exceção dos índios e das crianças.
Mas o exercício do poder público numa República democrática demanda tal transparência que da mulher de César, apesar de todas as conquistas militares do marido, se exigia não apenas que fosse honesta como também que não restassem dúvidas sobre isso. Enganosas ou não, as aparências não estão favorecendo muito Dirceu agora e, se isso não o inabilita para o exercício do poder que lhe foi delegado pelo brasileiro que a maioria do eleitorado escolheu para conduzir os destinos da Nação, no mínimo o debilita.E, assim, enfraquece o governo, na medida de sua importância na ponte de comando da nau Brasil.Sem esclarecimentos mais verossímeis que esses com os quais se tenta isolar Waldomiro Diniz numa poça de lama, enquanto Lula e Dirceu,
a alguns passos dele, se mantêm em suas inatingíveis torres de cristal, fica mais difícil coibir versões venenosas, como a insinuada por José Vicente Brizola na última Veja: a de que ele só fazia o serviço sujo para um patrão implacável.
Para evitar que esse incêndio cause ainda mais danos não vão bastar os ataques suicidas dos líderes petistas no Congresso e os truques de mágica dos aliados de ocasião.
José Neumanne é jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde.
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16:49
by ELAINE PAUVOLID
E com vocês, o esperado retorno do também excelente
prosaísta, o nosso querido Márcio Coutinho.
Claro Elaine [o escritor referia-se ao pedido de Aliás para publicar o conto
no panfleto eletrônico],
me coloque na mala direta para receber o Aliás,
pois nunca mais recebi.
Beijo,
Márcio
Torpe
Pousava sobre Lúcia a dúvida peculiar de seus quinze anos, fronte ao
que o destino lhe reservara e ao cadáver de seu pai morto no chão da cozinha.
O sangue contornava a cerâmica do piso irregular tomando o caminho do
corredor onde materializou o que a muito ocupava-lhe o ruminar das noites.
Empunhava nas mãos a inocente tesoura que sua mãe vivia a procurar
sem sucesso. Sua mãe era de tão pacatas atitudes que por algumas vezes
não se sabia sua presença. Fazia-se surda perante as perturbações de
Carlos, o marido. Esse sim fazia-se notar o chegar, como que anunciado
por trombetas ou vazamento radioativo, melhor comparando. Era de uma
rudeza bestial e odiava ter contrariado de alguma forma os seus caprichos
e manias.
Lúcia era a menina que despertava em todos um fascínio dominante.
Trazia a perversidade do pai, a doçura da mãe e uma beleza personificada,
o que somados a uma conturbada vida familiar transformara-lhe num mesclado
anjo e demônio.
O acordar das formas a fez desejada e respeitada logo cedo. Suplicou
por tanto tempo a mãe que ela acabou por lhe comprar um sutiã, o que lhe
aumentou o volume dos seios e o ego. Os cabelos compridos e encaracolados
que lhe caíam aos ombros e sobretudo o jeito de adulta tiraram dela um terrível
sentimento de inferioridade imposto pelo pai.
Os pais se odiavam, e mantinham um casamento falido por comodidade
onde cada qual comportava-se como o outro não existisse. Na maioria das
vezes o único som que se escutava na casa era o da TV até que numa
das brigas Carlos quebrou toda a mobília e a jogou pela janela.
Uma noite a mãe perdeu as estribeiras e começou a dar uns socos nele.
Ele a arrastou pelo corredor do apartamento pelos cabelos e mergulhou
sua cabeça na banheira cheia d¿água. O pai olhava com um ar de louco
e Lúcia compreendeu em segundos que ele a odiava. Quando conseguiu s
e libertar a mãe estava pálida, correu para o quarto, abriu o armário, pegou
seu casaco e foi embora. Um dos momentos mais terríveis da existência
de Lúcia foi quando viu sua mãe sair, sem nenhuma palavra e a deixar sozinha.
Durante dias a única coisa que pensava era na mãe retornando para buscá-la e
tirá-la daquele inferno em que fora abandonada. Mas passaram-se meses e
isto não ocorreu, o que deixou Carlos terrivelmente irritado e por muitas vezes
Lúcia o viu prometer a morte como vingança.
Passado algum tempo ele passou a se comportar como a mãe nunca
tivesse existido e a tratar Lúcia de forma mais carinhosa, o que para ela teve um
efeito horrível, e eis que, de certa forma, aquele morando sob o mesmo teto
no minúsculo apartamento não era mais seu pai.
(continua...)
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16:41
by ELAINE PAUVOLID
Mais uma do nosso poeta Fabio Rocha
SERÁ ELA?
Chove.
Esse silêncio
é tão grande quanto meu.
Nele cabe
o telefone que não toca
a voz que não fala
a mão que não escreve
a procura que não acha
a dor que não pára...
A falta, a falta nada breve
que redescobri na crina do silêncio
parou de dar coices subconscientes.
Os amigos que não há...
Indomável silêncio
pó de tudo que já foi
levas a mim.
Há certa paz na dor
mas não me basto.
Queria muito, como eu queria... Queria mesmo...
mas não me basto.
- Tenho o direito de não me bastar.
Que seja o amor romântico uma invenção ortodoxa para nos fazer sofrer...
Eu creio no amor romântico e na dor nada silenciosa que ele traz.
Pois não me basto.
23/02/04
Fabio Rocha
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16:33
by ELAINE PAUVOLID
Com vocês o fabuloso retorno de Cleusa Sarzedas, autora de A cega que via,
novela publicada com sucesso no seu panfleto eletrônico Aliás.
Abaixo, o carinho da autora, o poema e uma crônica de primeira
Olá Pauvolid,
o aliás de cara nova está esplendido. Gostei muito dos poemas "O conto da flor", Alexandre e outros. Parabéns .
Aproveito para enviar um poema e um conto de minha autoria.
Grande abraço Cleusa
FARDO
29/08/02
As curvas do meu destino
têm armadilhas arriscadas.
Contorno-as de mansinho
para não ser apanhada.
Se acaso esbarro em pedras
que impeçam minha passagem,
afasto-as com cautela
e vou limpando a estrada.
E quando estiver cansada
sento-me à beira do caminho,
livro-me dos espinhos
e prossigo, levando o meu fardo.
Cleusa Sarzêdas
A NOIVA
21/02/03
Sábado. Dezoito horas. Raquel, jovem de 19 anos, bonita e apaixonada, aguardava
o noivo na porta da Candelária, repleta de convidados. De repente, ouvem-se
carros se chocando.
O táxi que transportava o noivo foi imprensado por dois ônibus.
Motorista e passageiro morreram.
Raquel ficou estática com a notícia e por longos meses foi submetida a
tratamento psiquiátrico.
Teve alta num sábado e, nesse mesmo dia, às dezoito horas, vestiu-se
de noiva e foi para a porta da Candelária. Cada pessoa que entrava ela perguntava:
O meu noivo já chegou? Muitas respondiam: ainda não, outras se
afastavam temerosas.
Os pais a buscavam, no entanto ela só se deixava levar
após as 20 horas. Mantinham-na em casa sob vigilância, mas
ela implorava que a deixassem ir para Igreja onde o noivo a esperava.
A família penalizada deixou-a fazer o que mais lhe agradava, e, por
dez anos, ela cumpriu aquele ritual, todos os sábados, na mesma hora.
A imprensa explorou o assunto por algum tempo, despertando a curiosidade da população.
Depois se tornou fato corriqueiro e ninguém mais se interessava.
Certo dia, um mendigo se aproximou e lhe disse:
Querida, finalmente cheguei, vamos nos casar?
O rosto de Raquel se iluminou e, de braços dados, entraram na igreja.
O padre, que conhecia a história, simulou o casamento; alguém tocou
a Ave Maria e Raquel, após a cerimônia, caiu diante do altar;
olhou para o mendigo e pronunciou suas últimas palavras:
-Obrigada, meu amigo.
No rosto sofrido, um sorriso de felicidade.
Cleusa Sarzêdas
De arrepiar, não?
A nota é dez, dez, a nota é dez
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16:25
by ELAINE PAUVOLID
Ao invés de devorar sua geladeira, faça como mais
deu uma centena de poetas do mundo inteiro,
encaminhe seu texto para os
P A LA VREIROS
Eles garantem que publicarão no Portal de Literatura poetas dos idiomas português e español no dia 21 de março de 2004.
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16:23
by ELAINE PAUVOLID
Poema
CARNAVAL
Ando do quarto pra sala
da sala pro quarto
nada na TV
ninguém na internet
tento não comer biscoitos recheados de chocolate Nestlé
faço flexões, abdominais, ando na esteira
mato o invisível com o chaco e a katana
tomo banho
compro um filme na TV a cabo
ando pela casa
ninguém na internet
tento não comer biscoitos recheados de chocolate Nestlé
leio um romance
o telefone não toca
tento não comer biscoitos recheados de chocolate Nestlé
e não ligar para alguém que eu possa me arrepender
então ligo para quem nem quer atender
e como os calóricos biscoitos
para poder me culpar de algo
com guaraná Antarctica, que é nacional
e venho escrever mastigando
o guaraná estalando
e minha avó morrendo lentamente na CTI do hospital.
Fabio Rocha
Esta triste sinfonia é um retrato do fato claro de que
os biscoitos recheados da Nestlé, apesar de estarem sempre
fresquinhos também fazem mal a saúde mental.
Agora, Aliás quer saber, por que temos que ser esquálidos?
Por que não podemos comer doces e tomar refrigerantes
quando o tédio nos assola e sem ninguém a recorrer senão
a nós mesmos nos vemos fazendo companhia a solidão
através do barulho de nossos dentes esmigalhando os alimentos
farientos? Meu Deus, vamos tomar Sukita!
Elaine Pauvolid
P.S.: eu digo isso, mas não tenho coragem. Também evito
os açúcares e só a eles recorro para evitar consumir algo pior.
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16:12
by ELAINE PAUVOLID
Como foram de folia? A gente está crente que bem,
já que conosco tudo se passou
tranqüilamente. Se tiver algum poema ou texto em prosa
sobre os dias de Carnaval, encaminhem para mim, que
zelozamente, destribuirei entre os demais através deste
blog. Enquanto isso, conheçam o fabuloso site de Claudio Rubio
que nos acompanha desde o tempo em que O Dimproviso era o
único blog da editora alucinada. O cara não é dez, ele é mil.
circulando
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24.2.04
Posted
07:52
by ELAINE PAUVOLID
Dia-a-dia
Dobrado sonho, com cuidado
ponho sob o travesseiro.
Lavado rosto, tomado
gole, trocada roupa,
posta, na cintura, a chave,
caminhado chão, chegada
hora, trabalhado
dia, retorno à casa.
Tomada a sopa,
beijados cães,
lidas palavras,
escovados dentes,
estourada imagem,
fechados olhos,
desdobro o sonho
de existir, suponho.
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23.2.04
Posted
08:14
by ELAINE PAUVOLID
Aliás, a gente quer saber:
Na nossa enquete anterior ficamos surpresos ao notar que BBB também
faz sucesso entre os que pensam, então brotou uma pergunta:
Manoela ou Antonella?
E mais:
Malu Mader ou Cláudia Abreu? No quesito, quem consegue imitar melhor uma
vadia insandecida. Porque aquilo não é interpretação é imitação, claro. E olha que
a Cacau é boa atriz à beça... Ela até está se esforçando, mas que barbante é aquele no
pescoço dela? Alguém sabe? É alguma coisa pessoal da atriz... Se for avisem-nos.
Ainda Celebridades
Meu Deus, quem matou Lineu?
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21.2.04
Posted
14:43
by ELAINE PAUVOLID
Mais poesia nesta folia
Palavreiros mandou avisar que:
3°Festival - "Palavreiros - Dia Mundial da Poesia" - Edição de 2004 - homenagem "Pablo Neruda - 100 Anos"
Palavreiros
Mesmo com o curso das coisas, não é concurso.
o que você está esperando? Procure saber, mande seu texto. Afinal, nada mal ter poemas rodando por aí.
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Posted
13:45
by ELAINE PAUVOLID
Que é pior: a novela Celebridades ou o Big Brother?
A gente quer saber a sua opinião.
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Posted
13:33
by ELAINE PAUVOLID
Se veio visitar o nosso panfleto eletrônico
não esqueça de, na saída dar dois modestos
cliques no comente aqui, aliás que
está em azul. Uma tela vai abrir para você.
Então, escreva nem que seja uma besteira.
Mostre que esteve aqui e que nosso trabalho
de plantão não foi em vão.
Role a barra de rolagem e divirta-se. Mande
seu texto para a editora, a coitada.
A coitada da editora
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Posted
13:10
by ELAINE PAUVOLID
*Rodrigo Azevedo, enerva-se mais uma vez em:
A DOGVILLE DO SAMBA
Por Rodrigo Azevedo
No último dia 10 fui ao CCBB assistir a um seminário sobre samba. Entre os palestrantes, o grande chamariz do dia era o estudioso e sambista Ney Lopes. Figurinha fácil em momentos em que certos aspectos da cultura nacional devem ser defendidos e preservados, Ney Lopes manteve-se fiel ao seu objetivo eterno e com muita propriedade defendeu e exaltou uma das melhores coisas feitas nesse país. Emocionou-se ao falar que o samba é o que por natureza define a música nacional. Emocionou-se sim, passou do ponto e tornou-se uma decepção.
Começou o sua explanação com o habitual e ingênuo discurso da influência das línguas estrangeiras no país. Um discurso muito típico entre os ingênuos alunos secundaristas. Pensamento que, embora tenha toda a razão de existir, não precisa ser mais uma vez introduzido ao público, que parece estar ali apenas para bater em um saco de areia, e voltar para casa como se o amanhã reservasse o paraíso. Um discurso tão furado, que o próprio fomentador da discussão não se apercebeu de como também é uma vítima da situação ao deixar escapar um sonoro ¿boss¿ minutos depois.
Mas o senhor Ney Lopes ainda revelaria mais à frente o seu grande propósito na vida ao contar para os presentes a razão de sua existência. Contou-nos sobre o demônio que o atormenta em seus pesadelos: um grande esquema montado por estrangeiros para falir a consciência brasileira - como se ninguém soubesse disso - e também por brasileiros que, como relatarei adiante, seriam arautos de uma besta ameaçadora para qual sete selos não seriam suficientes.
Em sua visão de um horizonte apocalíptico, Ney Lopes apresentou em uma só cartada os agentes brasileiros a serviço do mal: Legião Urbana, Barão Vermelho, Rita Lee, Ultraje a Rigor, Blitz, Titãs, Jovem Guarda, Golden Boys, Djavan, pagodeiros em geral, Monobloco e, pasmem, até o forró nordestino não escapou.
O ranço declarado em relação ao rock, formalizado verbalmente por ele durante a palestra, foi um dos motivos que justificaram a cegueira do profeta que admitiu mais tarde não ter conhecimento do assunto. Ou seja, disse não saber nada de rock. Não mencionou porcarias atuais do rock nacional como Charlie Brown Junior, este sim, um autêntico capeta da alienação.
Vale lembrar que o senhor Ney Lopes não mencionou os nomes de Villa Lobos, Carlos Gomes e outros eruditos brasileiros. Por quê? Medo de ser esquartejado em jornais ao longo país? Preservar um futuro aliado para uma possível tomada do poder?
Como se não bastasse a fúria empregada em seus primeiros minutos durante a palestra, Ney fomentou subliminarmente através da sua visão da música brasileira (torço para que tenha sido um ato duplamente inconsciente) o ódio racial e social deste país que exclui a participação de qualquer outra figura que não cause bom reflexo em seu vaidoso espelho do mundo ideal. Um mundo onde o verdadeiro brasileiro tem que passar pelo seu crivo. Um mundo de Shiva, onde a destruição do que o opõe vale mais do que a valorização de seu próprio mundo, o qual ele se dá por derrotado em vários aspectos.
Mas e afinal, se a derrota já foi decretada e preservação do que ele mais tem propriedade para perpetuar com seus conhecimentos não parece ser mais importante do que escrever o seu Mein Kampf, só resta a camisa de força.
P.S.: E após de impor aos seus discípulos que carnaval é uma coisa e samba é outra, o iluminado viu um deles chicotear-se veementemente por ter cometido um ato falho.
* O rapaz foi quem criou a logo de Aliás.
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20.2.04
Posted
19:41
by ELAINE PAUVOLID
Veja o que achamos para você
OPasquim21
E lá tem um blogue também. É muito legal. Experimente!
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Posted
19:35
by ELAINE PAUVOLID
E aí vem o João com a viola bem fora do saco
Ainda canto
Ainda canto
enquanto desce o vento por minha face
enquanto não vai o tempo
e um novo encanto em mim renasce
embora meu intento seja todo um disfarce
e passe...
Ainda canto
enquanto piso o solo de minha terra
enquanto encontro o sol
e sem espanto em mim esbarra,
ao vento, meu navio
que se move em plena guerra
e passa...
Ainda canto
enquanto ouço momentos em meu corpo
que me busca como santo
e me encontra com o demônio solto
mas parado apenas penso,
ardendo eu me canso,
e passo...
Ainda canto
enquanto cresce a luta em minha volta
e nasce um novo riso
que antes preso em mim se solta
é uma fonte de onde escorre
toda a força da revolta
e passa...
Segredo
Não sei mais onde ficaram meus dedos:
perderam-se como chaves caídas na estrada,
quando deveriam abrir segredos
entre minhas palavras
mas preferiram ferir as raízes do chão.
Além do ranger da porta,
apenas um gato acorda
meu ímpeto de querer fugir de mim.
Os meus medos desataram-se a rir
e se colocaram à esquerda da sala,
no sentido de quem entra,
mas não esqueceram o outro lado esquerdo,
no sentido de quem sai...
Ecocanção - II
Menor que um graveto
só a sombra dos fatos
que nunca arderão...
Menor que um graveto
só o grave delito
da ausência de mãos...
Menor que um graveto
só o vento no ar
e as árvores no chão...
João de Abreu Borges.
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Posted
19:31
by ELAINE PAUVOLID
Olha o poema aí, gente!
SOL E CÉU
Fazer cada pequena coisa
perfeitamente
requer tempo e paciência
que temos em alguma árvore perdida.
Ouço suas folhas.
Fabio Rocha
http://www.fabiorocha.com.br
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Posted
19:22
by ELAINE PAUVOLID
Aliás, gostaríamos de saber
Se você tivesse que escolher entre Hitler e Bush com qual dos dois
você seria parcial?
Se você tivesse que se mudar do Brasil você necessariamente
pensaria nos Estados Unidos? No caso negativo qual seria a opção sincera?,
porque Cuba todo mundo sabe que você diria de onda...
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Posted
18:54
by ELAINE PAUVOLID
Para quem quer ler coisa que preste. Preste atenção.
Site de Cultura e Arte da Letras (da Faculdade de Filosofia, Letras e ciências Humanas da USP) o endereço é USP on-line aqui , lá você encontrará poemas, contos, crônicas e informações.
Entrevista com participação de
Eduardo Laceda aqui
Vai ficar vendo Big Brother?
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Posted
18:49
by ELAINE PAUVOLID
A Casa da Cultura mandou avisar:
Vê se não vai se atrasar!
"BRASIL: geografia, folclore e arte regional", é a nova seção da Casa da Cultura,
Um espaço para fotos, artigos, pinturas e todas outras artes
e recursos que ajudem a mostrar e desvendar um pouco
desse nosso imenso e riquíssimo país.
A seção é inaugurada com duas surpreendentes
exposições sobre o Estado de Pernambuco.
casa da cultura, entre por aqui
Sítio de Poesia entre os TOP 10!: O belíssimo sítio de
poesia [A Garganta da Serpente] classificou-se merecidamente
entre os TOP10 do concurso IBest. É um grande alento
para a poesia nesses estranhos tempos em que vivemos.
Visite-nos: [www.casadacultura.org] Contos, Poesias, Ensaios,
Filosofia, Traduções, Livros, Palestras, Idéias, Arte... e nenhuma propaganda.
Propaganda só a Aliás faz, e pior, de graça...
Saudações,
Casa da Cultura
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Posted
18:42
by ELAINE PAUVOLID
Aproveitando os últimos dias de blog com espaço ilimitado ( ou quase) a gente
recheou isso aqui de coisas realmente boas.
Mande um e-mail para a edição do blog com sua contribuição. Por
enquanto é grátis dos dois lados, como uma daquelas antigas giletes.
A volta dos boêmios
Luiz de Aquino
Há muitos anos − mas muitos mesmo; desde 1982... (eu não me animava para o Carnaval. Aí, aparecem-me o Delgado e a Regina de Bessa, pedem informações sobre o Jorge Braga e eu, com preguiça de fazer qualquer outra coisa, fiz uma crônica. O título foi "Jorge Braga, uma entidade" e está disponível na minha página da Internet − http://luizdeaquino.na-web.net − no item "Prosa"). A partir daí, Fausto Noleto e Carlos Brandão fizeram o samba-enredo ( o DM publicou todas as letras de sambas que são enredo das escolas goianienses este ano).
Um dia, o Jorge chegou ao Bardella mostrando o CD − o samba estava ali, gravado, e o ouvimos o bastante para tê-lo de cor. Na efervescência dos preparativos, a gente foi se envolvendo com um, com outro... Até que tivemos uma reunião no Breguelas − outro boteco de primeira linha, pertinho do Bardella, numa das pontas do Center Shopping Sul, que fica no Setor Oeste. Nessa ocasião estavam lá membros do Bloco dos Amigos. Muitas reuniões depois, sempre regadas a cerveja, acabamos por chegar ao sábado, 14 de fevereiro. Com camisetas alusivas ao bloco, tivemos uma super-tarde de carnaval no Flamingo, no Setor Bueno. Pouco antes de cair a noite, no último dia de horário de verão, saímos avenida afora até o lado leste do Parque Vaca-Brava, no Billy Bar.
Meu amigo delegado daquela pequenina e pacata cidade do interior de Goiás, Marcelinho Pão-e-Vinho, chegou lá; deu de cara primeiro com o Jorge, depois comigo - ambos com as caras pintadas como legítimos e felizes palhaços. Nossa maquiadora era a Juju, filha do Braga, que no momento em que o delegado se espantou com nossas caras, tratava de transformar em palhaço o Bonfim − ele mesmo, o competente cerimonialista preferido por cem entre cem formandos de Goiânia desde o tempo em que os pés de pequi eram filhotes. Foi aí que aconteceram duas coisas engraçadas − o espanto do delegado ao nos ver como palhaços e a insistência do Bonfim ante a Juju: "Mas eu quero te pagar por ter pintado a minha cara!" − insistia ele diante de uma Juliana irredutível: "Não vai pagar nada!".
Desde a noite de sábado, sinto dores constantes em todo o corpo, evidência do meu péssimo preparo físico para exercícios diferentes de escrever e tomar chope. Mas já me mobilizo para, na próxima sexta-feira, dizer presente na abertura do Carnaval de Goiânia, quando a municipalidade presta homenagens justíssimas a Mauricinho Rípie e Escurinho − símbolos da boemia goianiense (melhor dizer campineira) da década de 1970.
Clique aqui e conheça minha página na web
Ou fale comigo: deaquino@terra.com.br
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Posted
09:37
by ELAINE PAUVOLID
elaine,
Por favor faça isso.
Abraços
jair alves
----- Original Message -----
From: pauvolid
To: Jornal Macunaima
Sent: Friday, February 20, 2004 7:38 AM
Subject: Re: Brasília....
Obrigada pelo artigo.
Posso colocar no meu blog?
http://www.culturalias.blogger.com.br
elaine pauvolid
----- Original Message -----
From: Jornal Macunaima
To: "Undisclosed-Recipient:;"@smtp.uol.com.br
Sent: Saturday, February 14, 2004 10:50 PM
Subject: Brasília....
BRASÍLIA, A CIA E O MURO DE BERLIM
(*) Por Jair Alves
A jornalista Suely Pinheiro acaba de editar uma série de entrevistas que fez, em 88 e 89, com Lula e a atriz Lélia Abramo, respectivamente. Este material já se encontra disponível para os interessados e ilustra a gravidade do momento em que estamos vivendo, decorridos 15 anos dessas entrevistas, cuja maior parte diz respeito à atriz, meses antes da queda do Muro de Berlim e do primeiro embate do então líder operário, rumo ao Palácio do Planalto. Para quem leva a sério este país e o papel que a imprensa pode exercer na garantia das conquistas democráticas, é um prato cheio. A queda do Muro de Berlim ocorrida há 15 anos não melhorou o mundo e naquela oportunidade Lélia já falava dos entraves que seriam colocados para Lula governar, caso viesse a ganhar o pleito daquele ano ou num futuro longínquo. NADA MUDOU.
O noticiário das últimas semanas, em especial a partir dessa sexta-feira 13, não está levando em consideração a enorme frustração de milhões de pessoas que depois de tantos anos de espera e lutas anônimas puderam enfim, por algum tempo, respirar a esperança de que essa Nação tinha um caminho feliz. Mas, como em tudo neste país, o que menos importa é o que pensa e sente a maioria da população. De qualquer forma, a monumental festa do início de 2003 e alguns bons lances dessa república Brasil alimentaram essas esperanças. Porém, ontem...
Parodiando o presidente Lula, um apaixonado por futebol, o que está acontecendo é muito parecido com aqueles momentos inacreditáveis, vividos quando da decisão Brasil x França, onde a maioria do povo brasileiro se sentiu impotente diante da cabeça dura do Zagalo, das pernas bambas do Ronaldinho e dos procuradores do atleta junto a Nike que, afinal, demonstraram não ser de confiança e, finalmente, foram presos pela Policia Federal. Para não avançarmos em comparações subjetivas, encerramos aqui o uso da metáfora. Lula não é Zagallo e Zé Dirceu não é Ronaldinho. Apesar de o futebol simbolizar aspirações e frustrações do povo brasileiro, a vida é muito mais séria, não é esporte.
Falamos em defesa de uma escolha, não em nome de um partido político. Desse projeto democrático, dessa escolha, participaram e participam pessoas de todos os credos. Lembrando o que foi dito acima, isso não tem tido a menor importância no frigir dos ovos. Há uma semana assinamos um texto colocando a questão da demonização do ministro da Casa Civil que, antes disso, foi um dos líderes de uma geração de brasileiros, além de principal articulador do partido que assumiu o governo da Nação brasileira. No entanto, este texto foi entendido como uma defesa partidária. Lamentamos que tenha sido lido assim. O que está em jogo não é se expressamos corretamente o que pensamos ou não, e sim qual tem sido o papel da imprensa, ou parte dela, no jogo jogado.
O que veio à tona ontem é a prova do uso político dos meios de comunicação. O espetáculo montado tem como objetivo a campanha denunciada no texto anterior. Ou seja, a desestabilização do governo Lula, não importando as conseqüências. Ao longo da semana, o programa Observatório da Imprensa, transmitido pela TV Cultura, e com escassa audiência, tratou da mesma questão com algum progresso. Do rápido debate tirou-se algumas conclusões, pois ali estavam presentes alguns jornalistas sérios, sendo o mais conseqüente deles José Márcio Mendonça, Diretor de Jornalismo da Rádio Eldorado. A intervenção mais relevante foi de que a atual imprensa permite ser usada pelos políticos. Em última análise, o jornalista deveria fazer jornalismo independente, se possível, não política. No episódio de ontem o setorista da Folha, citado no texto anterior, falava pelo site da UOL como verdadeiro membro da oposição política. Não só citava fatos, mas tirava conclusões em nome do leitor do jornal.
Vamos aos fatos. O que veio a público ontem é de extrema gravidade, isso é líquido e certo. Porém, não se aplica neste caso a máxima maquiavelesca, "não importam os meios". Importa sim, a imprensa se transforma nos olhos da população indefesa, em momentos de comoção, e não nos parece razoável que essa imprensa esteja a serviço de um grupo político. E o que aconteceu ontem (não o que revelou) é a prova dessa armação espúria. A pergunta que se faz é se este material que veio a público ontem foi editado em poucas horas? É evidente que não. Não se consegue a participação de um uma instituição como a UNICAMP (que analisou e legendou a fita) repentinamente. O que vale dizer que, antes de vir a público, cópias e conteúdo circularam entre os diretos interessados, dentre eles a cúpula do PSDB. Repetindo, o conteúdo vindo a público é gravíssimo e precisa ser esclarecido na sua integra.
O principal personagem dessa sórdida trama, segundo a Revista Época, teria sido comunicado sobre a publicação na quinta-feira à tarde, inclusive contribuído com outras informações, como a de que ele teria entregado pessoalmente um cheque para a campanha do PT do distrito Federal. Alguém já se perguntou se diante de tamanho impacto que essa reportagem traria, este personagem precisaria esperar a sexta-feira pela manhã para tomar providências, entre elas pedir sua exoneração? Isso não me parece fidelidade e conluio com o Planalto, conforme faz sugerir repórteres e membros da cúpula do PSDB. Isso parece traição com quem o nomeou, ou pior, envolvimento desse personagem numa trama que envolve interesses financeiros não revelados (ainda). Não é absolutamente inédito que um acusado não só confirme o conteúdo da acusação, mas ainda ofereça material mais comprometedor de sua ação criminosa? Via de regra, os acusados preferem se manifestar somente diante de um juiz. Estaria o lobista, Waldomiro Diniz, inaugurando uma nova forma de acusação - a auto-acusação?
A inverossimilhança de pedir 1% a título de comissão pelo ato criminoso não convenceu sequer ao bicheiro que pediu confirmação. "Um por cento?", perguntou ele. Qualquer jornalista sério sabe quanto ganha um lobista (ao menos deveria saber). Para finalizar, um aperto de mão tão falso como aquele ator canastrão que assovia para disfarçar estar à vontade. A investigação sobre essa encenação que estamos vendo vai revelar o grau do envolvimento do personagem, não com o Planalto de hoje, mas com outros interesses. Repetindo, o conteúdo vindo a público é gravíssimo e precisa ser esclarecido na sua integra.
A programação do "furo de reportagem", coincidindo com o 24º aniversário da criação do PT não seria parte desse show? A entrega de cópia a um obscuro senador do PSDB/MT, não seria parte dessa montagem? A pressa do presidente do partido, José Serra, em dizer que tudo deve ser investigado sem procurar um bode expiatório, não é antecipação de uma autodefesa? Não seria sintomático estar o presidente desse partido no Estado de Mato Grosso (origem do senador denunciante) no dia da divulgação? Repetindo, o conteúdo vindo a público é gravíssimo e precisa ser esclarecido na sua integra.
E aqui vai uma informação: a convivência promíscua do PSDB com setores da imprensa tem rendido muitos empregos e muitas ações pouco esclarecidas. Durante a campanha eleitoral de 1996 foi produzido um jornal apócrifo, denominado JORNAL DOS JORNAIS, que felizmente foi apreendido pelo polícia federal antes de sua circulação. Este tablóide era uma colagem de "denúncias" scaneadas, ao longo de todo o governo Erundina à frente da prefeitura de São Paulo. A maioria dessas "reportagens" tinha sido plantada na grande imprensa e não confirmada sua veracidade. O objetivo, porém, era claro, tripudiar a então candidata do PT. A conclusão era óbvia, quem tinha mandado imprimir este jornal era o Maluf, padrinho de Pitta, em primeiro lugar nas pesquisas. Verdade? NÃO! Nem sempre a impressão confirma os fatos. O jornal apócrifo foi rodado a mando da campanha de José Serra que se encontrava em terceiro lugar nas pesquisas. O impacto na campanha de Erundina provocaria uma queda nas pesquisas, "credenciando" José Serra como candidato viável no segundo turno. O estratagema não funcionou, pois a polícia prendeu toda edição. Nas eleições presidências de 2002 o mesmo procedimento foi usado, dessa vez com relativo sucesso. Em primeiro lugar para atacar Ciro Gomes, depois Garotinho, garantindo assim sua ida ao segundo turno. Mas, o tiro saiu pela culatra. Repetindo, o conteúdo vindo a público é gravíssimo e precisa ser esclarecido na sua integra.
O que veio à tona ontem, tanto em conteúdo como em forma precisa ser esclarecido e o PT, partido para onde ainda converge as maiores esperanças do povo brasileiro precisa dar respostas menos evasivas. O PT pode até ser depositário dessa esperança, mas não proprietário. Ainda no PT, como prefeita da cidade de São Paulo, Luiza Erundina colocou uma questão relevante que não foi aprofundada até esta data. "Para se governar é preciso quadros". Dizemos nós, quadros profissionalizados, além de identificados com o programa de governo.
Pode se acusar de tudo este partido, menos que não tenha quadros e simpatizantes honestos, nas mais diferentes áreas. Pelo exposto ontem, Waldomiro Diniz, como a maioria dos lobistas, categoria que deveria ser colocada na ilegalidade, assim como os bicheiros o estão, em nada se parece com os chamados "quadros". Impressionante que o lobista, hoje no foco dos refletores, tenha prosperado tanto nessa República. Com a palavra, o Ministro José Dirceu. Só ele pode dizer o quanto conhecia do "auto-acusado". Ainda mais, se ele, Waldomiro Diniz, tem alguma credencial para exercer cargo público, em nome da esperança do povo brasileiro sofrido do qual falou Lélia Abramo, em 1989.
(*) Jair Alves ¿ DramaturgoSP
jair_antonio@uol.com.br
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19.2.04
Posted
10:31
by ELAINE PAUVOLID
E a Bienal do livro de São Paulo?
Isso tudo que vai abaixo a gente colou de:leia sobre a bienal do livro de 450 anos, adivinhe de que?
A 18ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontecerá de 15 a 25 de abril de 2004, no Centro de Exposições Imigrantes, já vem movimentando o mercado editorial. Um dos seus pontos multiplicadores é o fato de estar incluído no calendário de comemoração dos 450 anos de São Paulo.
Com o slogan "A Bienal dos 450 Anos", o evento promete tornar-se um marco como programação cultural da cidade. Para tanto, está preparando para seu público visitante uma versão mais diversificada, com extensa pauta de ações culturais, seminários e atividades profissionais.
Até o momento, 95% dos 18,5 mil metros quadrados destinados aos expositores foram comercializados. "A corrida das editoras para garantir espaço na Bienal justifica-se pelas expectativas de um ano melhor em 2004 e pelo crescente sucesso do evento, que trouxe excelentes resultados aos expositores em 2002", explica Oswaldo Siciliano, Presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL). Em levantamento feito pela CBL, na última edição do evento, 69% dos visitantes compraram livros na feira. Em 2000, este índice foi de 53%. A pesquisa feita pela CBL registrou movimentação de mais de R$ 1 milhão nos caixas eletrônicos, em um único dia de feira, como prova do crescimento nas vendas.
Visite o site www.bienaldolivrosp.com.br
BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO
Data - 15 a 25 de abril de 2004
Local - Centro de Exposições Imigrantes Horário - 10 h às 22 h
Organização e Realização - FRANCAL FEIRAS -
Tel: (11) 4689.3100
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10:09
by ELAINE PAUVOLID
Nós catamos para você:
Bienal 2004
o que segue é cola do site acima, o www.universes-in-universe.de
26ª Bienal de São Paulo: Território Livre
Lugar de exposición
La Bienal de São Paulo de este año se lleva a cabo nuevamente bajo la dirección artística de Alfons Hug. Después de haber centrado la edición de 2002 en la temática de las megalópolis y las influencias que las energías urbanas ejercen sobre el arte, Alfons Hug declara ahora a la 26a Bienal como un "Territorio Libre", como una "región extraterritorial, en la que los artistas construyen sus colonias utópicas".
En su texto curatorial (del cual proceden todas las citas) expresa su escepticismo frente a la multiplicidad de estrategias documentales, que en los últimos años han invadido las grandes exposiciones internacionales. Estos análisis científicos, reportajes y discursos sobre la realidad, subestiman las posibilidades de los procesos estéticos. Por esta razón, aboga por un arte que "revela aquellas capas internas del mundo que necesariamente permanecen ocultas a las miradas superficiales, sean estas de naturaleza política o sociológica".
Sobre su concepto de "Territorio Libre", escribe Alfons Hug, entre otras cosas: "Los artistas crean un territorio libre de dominación y, con él, un mundo opuesto al mundo real: un país del vacío, del silencio, de la introspección, en el cual el frenesí que nos rodea es detenido por un instante. Pero es también un país de enigmas, en el cual se codifica la avalancha de mensajes simplistas que brotan de los semilleros del kitsch. Al romper fronteras materiales, el artista se convierte en contrabandista de imágenes entre las culturas."
>> texto completo Alfons Hug
(en español, alemán, inglés)
En la Bienal expondrán 150 artistas de 62 países, entre ellos 18 del Brasil. Apenas se conozca la lista de participantes, estará a disposición en este sitio.
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10.2.04
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09:54
by ELAINE PAUVOLID
Hilda, Hilda... Onde você está agora?
A poeta esperou São Paulo fazer aniversário e pegou o primeiro trem para
Passárgada. Lá encontrou Manoel Bandeira e Raquel de Queiroz
que a aguardavam na porta do céu.
Raquel resmungou algumas coisas ao poeta, autor de Irene, que
desconsiderou e salpicou um delicoso beijo na testa de Hilda. Ainda
com bengala, ela se equilibrou e fez um gesto obceno ao Bandeira, que caiu na gargalhada.
Lá trás, apressado vinha C.D.A.
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1.2.04
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15:17
by ELAINE PAUVOLID
Deveria haver uma placa contando isso:
Escultura em bronze que é encontrada no Parque Lage.
No desenho do artista, Tom Jobim e seu filho plantando uma árvore, talvez em 1984.
O desenho foi tirado de uma foto do JB.
Que coisa, heim!
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15:15
by ELAINE PAUVOLID
Você conhece este vista aérea?
É do Parque Lage.
Área
52,2 ha
Localização
Rua Jardim Botânico, nº 414
Data da Construção
1849. Parcialmente reformado nas décadas de 1920-30; 1930-40 e 2001-02
Autor do Projeto
John Tyndale, paisagista inglês.
Tutela
SMAC / IBAMA (Co-gestão)
Data do Tombamento14/06/1957.
Reiterado o tombamento em 30/03/1976.
HISTÓRICO
A área total do Parque é de 93,5 mil m².
Seu primeiro proprietário, Rodrigo de Freitas Melo, vendeu-o
a Antônio Martins Lage, em 1859, que o deixou por herança a
seu filho, o armador Henrique Lage.(Puxa, mas o legal é essa parte da história...)
A área foi desapropriada pelo Decreto nº 77.293 de 11/03/1976.
DESCRIÇÃO
O Parque Lage constitui a última arbórea
contínua, entre as faldas do Corcovado e a rua Jardim Botânico.
Projetado inicialmente pelo paisagista inglês John Tyndale
em 1840 ao gosto dos jardins românticos, foi parcialmente
reformulado, nas décadas de 1920-30 e 1930-40, principalmente
o trecho à direita, quando seu proprietário, o industrial Henrique
Lage, mandou edificar nova residência, em substituição
à que fora de seu pai, Antônio Martins Lage.
Hoje é onde se localiza a EAV (Escola de Artes Visuais)
Esta casa, que tem ao centro, pátio com piscina,
possui pórtico saliente na fachada principal e é completamente revestida de cantaria.
Enquadra-se no período artístico denominado eclético.
Os jardins que a ladeiam são organizados de forma geométrica e
apresentam áreas amplas desprovidas de arborização mais
exuberante, certamente resultado das obras contemporâneas da edificação da casa.
No todo e, principalmente, na área central, para a esquerda,
o Parque Lage se apresenta à feição de uma floresta natural,
com um intrincado de árvores e arbustos de categorias e
dimensões variadas, sem solução de continuidade
em relação às faldas do Corcovado.
Ligando os dois portões de entrada e formando
uma ampla curva, tendo ao centro a casa residencial,
palmeiras imperiais dispõem-se em duas filas contínuas.
Entre os atrativos do parque, podemos destacar o
aquário construído em argamassa imitando rochas
e troncos de árvores, as pontes, bancos e quiosques
próximos ao lago que são representações construídas
da natureza e a gruta, também, artística.
Os caminhos de saibro levam o visitante a recantos
com vasta vegetação e entremeado das construções
citadas e há acesso de um mirante situado próxima
a cerca de 0.50m de altura, onde há um lago conhecido
como o lago dos patos.
Aos que desejarem participar de caminhadas ecológicas,
o parque tem uma trilha aberta que atinge o Corcovado.
Deu no Pasquim desta semana que nestas trilhas há plaquinhas
onde se lê: cuidado com os assaltos.
Bizarro! No entanto, ainda segundo o Pasquim isso diminuiu em
cinqüenta por cento o número de assaltos. As pessoas que
foram assaltadas eram turistas que não sabiam ler em português.
Agora, a guarda policial estuda a possibilidade de colocar plaquetas
em espanhol e inglês.
O Parque Lage foi recuperado e reinaugurado em 24/02/2002,
pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, através da Fundação
Parques e Jardins, de onde foram retiradas toneladas de lixo
acumuladas durante vários anos.
Foi reformado o chafariz e recuperados os caminhos e trilhas
que encontravam-se completamente deteriorados.
Escultura em homenagem
a Tom Jobim Numa homenagem à Tom Jobim e
ao seu filho João Francisco, foi instalada uma escultura
em bronze de um pintor retratando em sua tela o
momento em que Tom e seu filho plantaram uma palmeira no parque.
A gravura que aparece na prancheta do artista
retrata uma foto do jornal O Globo, tirada em 23/09/1984.
Taí, disso eu não sabia. Garanto que você também, não.
Todas estas informações foram colhidas em:
site do parque lage
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15:00
by ELAINE PAUVOLID
Escola de Artes Visuais.
Fica no Parque Lage, não é longe.
Criada em 1975 por Rubens Gerchman, a Escola de Artes Visuais
tem sido responsável pela formação das jovens gerações de
artistas sem se fechar ao público em geral.
Lá se pode encontrar cabeças pensantes e atuantes.
Isso é facilitado pelo sistema tradicional da EAV, com cursos livres e abertos
a todos, sem qualquer restrição.
Parque Lage
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09:13
by ELAINE PAUVOLID
No site do Ziraldo você encontra os melhores
cartazes deste poeta do traço
como este: ou
este:
site do ziraldo
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08:51
by ELAINE PAUVOLID
Ei, você, de sunga!
CONSCIENTIZAÇÃO ECOLÓGICA NAS PRAIAS DO RJ
A Caixa Econômica Federal iniciou neste sábado (31),
nas principais praias do Rio de Janeiro, campanha de conscientização
sócio-ambiental, iniciativa que tem como objetivo sensibilizar
os banhistas (você!) para a necessidade de preservação ambiental
nas faixas litorâneas, principalmente durante o verão, quando é maior
a freqüência, e conseqüentemente os riscos para o ecossistema.
Preste Atenção!!!!
O evento denominado "Ecoblitz", está inserido no projeto
"Reação Natural", patrocinado pela Caixa Econômica Federal,
e acontecerá entre os dias 31 de janeiro e 12 de março inclusive no período de Carnaval.
Além da conscientização do público freqüentador das praias do estado
sobre a necessidade de reduzir as agressões à natureza, o "Ecoblitz"
pretende, também, desenvolver ações reforçando conceitos
e atitudes como poupar, preservar, cuidar e não desperdiçar.
Para melhor desenvolver a campanha, a Caixa estará com
duas tendas nas principais praias da orla do Rio, onde serão distribuídos,
ao público, material informativo e promocional, como sacolas coletoras de
lixo, camisetas e folders educacionais.
Durante a campanha, a CEF realizará pesquisa envolvendo, no mínimo,
1.400 pessoas, avaliando o grau de conscientização do banhista
sobre a questão sócio-ambiental. No decorrer do evento, a Caixa
pretende envolver artistas e personalidades engajadas na luta pela
preservação ambiental no recolhimento de assinaturas para o Manifesto à Atitude Individual
- documento que será entregue às autoridades competentes,
anexado a um relatório sobre o impacto da super-população
de verão nas praias cariocas. (Agência Brasil)
Essas informações foram colhidas em
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08:45
by ELAINE PAUVOLID
Faleceu Arnaldo Xavier e está todo mundo
muito triste. Chegou um e-mail convidando
a galera para uma catarse geral, mas
é em SAMPA. Se eu estivesse lá eu iria.
Você, não?
À Arnaldo Xavier, in memoriam:
Eu, branquelo companheiro
de tantas branquinhas com Arnaldo,
de tantas brigas dos 4 brancaleones
da Pindaíba,
aviso aos incautos:
ele não se foi, e nunca se irá.
porque a luta dos negros continua
os orixás aí estão
a esperança da mudança
ainda habita nosso coração
e a poesia do amigo
mais valente e digno que já tive
estará onde sempre esteve:
viva em quem está vivo
e inconformado e apaixonado
como um Arnaldo.
Ulisses Tavares, em nome do Núcleo Pindaíba Edições e
Debates que tantos frutos novos gerou.
PnOb PnOB www.pnob.com.brPNOB Pnob
O PNOB convida para mais uma super festa, novo ano nova
fase de 10 mil exemplares e mensal!!!! compartilhe
do Lançamento do PNOB Nº 7NTA (nem todas anteriores)!
Homenageando: Henfil ....! e Lamartine Babo!
EXPOSIÇÃO DE CHARGES INÉDITAS DO MANGA, com a Mostra "Do PenTa ao PT"!
CANJAS MUSICAIS com Rafael Lessa, SARAUS
radicais com a presença de poetas e pensadores de plantão!
seja vc parte do grupo e convide seus amigos tb!
Fanzine com design de Bel Brunharo
BARAÚNA BAR ¿ Rua Dr. Fabrício Vampré, 59- Vila Mariana
Dia 3 de fevereiro, terça-feira, a partir das
7 horas (nta) não tarde axegar!!! até tarde!
COLUNISTAS: Assis Angelo, Bubby Costa,
Carlos Jaccquieri, Derivan Barman, Edinho
Guimarães, Emanuel Campos, Everton
Bortolli, Lorenzo Ferrari, Marcos Bueno,
Monica Montone, Nelson Speers, Ulisses
Tavares, Reni Cardoso, Suzana Jardim,
charges de Cássio Scavone (Manga),
Malvados e GeppMaia;
Atenção: Não temos relação profissional
nem financeira com o evento,
apenas estamos contando o que
sabemos.
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