Aliás, comente aqui.
11.12.04
Desde 2000. Criado e editado por Elaine Pauvolid.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Antes de começar a ler, saiba:
Não somos jornalistas. Isto não tem nenhum compromisso social lavrado em cartório,
nem fizemos juramento algum neste sentido. Nossa formação é outra, juramos coisas,
mas não as que os jornalistas juram. Isso é para nos livrar do peso de
cometermos erros terríveis. Às vezes propagamos uma idéia má,
porque não nos pareceu, a primeira vista, uma má idéia. É que
ficamos nesta superfície, a de julgar se algo que nos chega é uma boa
ou má idéia. Assim, vivemos com o risco de divulgar uma idéia má.
Que entendemos por idéia má? Bem, ou Mal, para começar idéia má, para nós,
simples comedores de idéias boas e más, é a idéia que traz atrás de
si ou mesmo no seu corpo um preconceito, um sectarismo, um racismo,
um ódio... Nossa intenção é que o mundo viva em paz e tudo que cheire
a idolatria, pedantismo, rigor totalitário ou qualquer m. deste tipo
passe ao largo de nós. Mas, como somos muitos,
velozes e inocentes, muitas vezes não percebemos o teor em
idéias que a princípio nos parecem boas idéias. Então, jovens
e sempre jovens amigos, julguem por si as idéias que julgamos
sempre de forma imprecisa. Boa leitura. Em todos os aspectos.
_____________________________________________________
A CIDADE NA VIAGEM DO OLHAR
As cidades são tristes quando uma curiosidade, uma presença, ou um lugar não aquece a solidão de quem vive a abstração da vida cotidiana. Nada tem sentido. A falta sempre remete a uma espécie de deserto que desorienta o viajante solitário de seu próprio espaço. ¿ Será que as cidades deveriam ser habitadas por imagens que desejamos e por imagens poéticas? ¿Mas o desejo, a poesia, o riso fazem necessariamente a vida deslizar no sentido contrário, indo do conhecido ao desconhecido¿. (Bataille) ¿ Enfrentar o desconhecido é uma tarefa difícil para o homem, principalmente quando ele vive em cidades hostis ao mundo do conhecimento.
A publicidade faz a imagem da cidade, como se a natureza fosse uma imitação de uma outra natureza. A arquitetura não é mais arquitetura, é imagem de out-door. A festa faz o paraíso urbano e uma música medíocre anuncia o Carnaval, esta intervenção autoritária que desapropria a vida da cidade, para aqueles que não têm o direito de opinar contra a festa.
A cidade é a multidão que troca de imagem segundo a moda. Mas tem a imagem que permanece na memória, como objeto da paixão para o apaixonado. Pensei em Walter Benjamin e o Diário de Moscou: o olhar apaixonado de um filósofo sobre uma cidade: ¿Naquela manhã sentia-me com uma energia e por isso consegui falar de maneira sucinta e calma sobre minha permanência em Moscou e sobre suas perspectivas imensamente reduzidas¿. Uma relação de paixão compartilhada com o conhecimento das imagens percebidas de uma cidade.
Da janela, contemplei a rua como um voyeur de cidade. O trânsito, a publicidade, a multidão, o centro histórico. Os monumentos e a arquitetura eram objetos para as câmeras fotográficas de turistas, como cenários sem data. Sem a imaginação o passado é a imagem engraçada, um efeito especial do cotidiano, onde tudo é repetitivo. A história, neste caso, não passa de uma mercadoria para um olhar carente de um lazer cultural. ¿A era faustuosa da imagem e dos astros e das estrelas está reduzida a alguns efeitos de ciclone e terremotos artificiais, de falsas arquiteturas e de truncagens infantis com que as multidões fingem deixar-se empolgar para não sofrer uma decepção amarga demais¿ (Baudrillard).
Por outro lado, a singularidade de um espaço, de um monumento ou de uma arquitetura fascina o viajante. É como as imagens poéticas que provocam o desejo de olhar e de viver um estado de deslumbramento. Mas as imagens não são totalmente transparentes que se revelam a qualquer olhar sem reflexão: elas provocam a imaginação e exigem um olhar atento, com um repertório de referências. Isto é, uma sensibilidade capaz de perceber nas imagens suas histórias e suas verdades, mesmo que seja uma sensibilidade marcada pela paixão de uma imagem.
Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)
www.directory.com.br/almandrade
www.expoart.com.br/almandrade
http://www.imperios.com/monse/escultor/almandrade/almandrade.htm
ELAINE PAUVOLID 15:16
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9.12.04
Desde 2000. Criado e editado por Elaine Pauvolid.
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Antes de começar a ler, saiba:
Não somos jornalistas. Isto não tem nenhum compromisso social lavrado em cartório,
nem fizemos juramento algum neste sentido. Nossa formação é outra, juramos coisas,
mas não as que os jornalistas juram. Isso é para nos livrar do peso de
cometermos erros terríveis. Às vezes propagamos uma idéia má,
porque não nos pareceu, a primeira vista, uma má idéia. É que
ficamos nesta superfície, a de julgar se algo que nos chega é uma boa
ou má idéia. Assim, vivemos com o risco de divulgar uma idéia má.
Que entendemos por idéia má? Bem, ou Mal, para começar idéia má, para nós,
simples comedores de idéias boas e más, é a idéia que traz atrás de
si ou mesmo no seu corpo um preconceito, um sectarismo, um racismo,
um ódio... Nossa intenção é que o mundo viva em paz e tudo que cheire
a idolatria, pedantismo, rigor totalitário ou qualquer m. deste tipo
passe ao largo de nós. Mas, como somos muitos,
velozes e inocentes, muitas vezes não percebemos o teor em
idéias que a princípio nos parecem boas idéias. Então, jovens
e sempre jovens amigos, julguem por si as idéias que julgamos
sempre de forma imprecisa. Boa leitura. Em todos os aspectos.
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A CIDADE NA VIAGEM DO OLHAR
As cidades são tristes quando uma curiosidade, uma presença, ou um lugar não aquece a solidão de quem vive a abstração da vida cotidiana. Nada tem sentido. A falta sempre remete a uma espécie de deserto que desorienta o viajante solitário de seu próprio espaço. ¿ Será que as cidades deveriam ser habitadas por imagens que desejamos e por imagens poéticas? ¿Mas o desejo, a poesia, o riso fazem necessariamente a vida deslizar no sentido contrário, indo do conhecido ao desconhecido¿. (Bataille) ¿ Enfrentar o desconhecido é uma tarefa difícil para o homem, principalmente quando ele vive em cidades hostis ao mundo do conhecimento.
A publicidade faz a imagem da cidade, como se a natureza fosse uma imitação de uma outra natureza. A arquitetura não é mais arquitetura, é imagem de out-door. A festa faz o paraíso urbano e uma música medíocre anuncia o Carnaval, esta intervenção autoritária que desapropria a vida da cidade, para aqueles que não têm o direito de opinar contra a festa.
A cidade é a multidão que troca de imagem segundo a moda. Mas tem a imagem que permanece na memória, como objeto da paixão para o apaixonado. Pensei em Walter Benjamin e o Diário de Moscou: o olhar apaixonado de um filósofo sobre uma cidade: ¿Naquela manhã sentia-me com uma energia e por isso consegui falar de maneira sucinta e calma sobre minha permanência em Moscou e sobre suas perspectivas imensamente reduzidas¿. Uma relação de paixão compartilhada com o conhecimento das imagens percebidas de uma cidade.
Da janela, contemplei a rua como um voyeur de cidade. O trânsito, a publicidade, a multidão, o centro histórico. Os monumentos e a arquitetura eram objetos para as câmeras fotográficas de turistas, como cenários sem data. Sem a imaginação o passado é a imagem engraçada, um efeito especial do cotidiano, onde tudo é repetitivo. A história, neste caso, não passa de uma mercadoria para um olhar carente de um lazer cultural. ¿A era faustuosa da imagem e dos astros e das estrelas está reduzida a alguns efeitos de ciclone e terremotos artificiais, de falsas arquiteturas e de truncagens infantis com que as multidões fingem deixar-se empolgar para não sofrer uma decepção amarga demais¿ (Baudrillard).
Por outro lado, a singularidade de um espaço, de um monumento ou de uma arquitetura fascina o viajante. É como as imagens poéticas que provocam o desejo de olhar e de viver um estado de deslumbramento. Mas as imagens não são totalmente transparentes que se revelam a qualquer olhar sem reflexão: elas provocam a imaginação e exigem um olhar atento, com um repertório de referências. Isto é, uma sensibilidade capaz de perceber nas imagens suas histórias e suas verdades, mesmo que seja uma sensibilidade marcada pela paixão de uma imagem.
Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)
www.directory.com.br/almandrade
www.expoart.com.br/almandrade
http://www.imperios.com/monse/escultor/almandrade/almandrade.htm
Essa não poderia mesmo esperar!!!!!!!
Aliás, atualizaríamos de novo assim que uma notícia de peso
chegasse a nós, e chegou:
Na hora que você estiver com amigos e erguer seu copo num brinde
lembre-se desta vitória de todos os poetas cariocas que o CEP 20000 e
o Chacal nos deram!
O CEP foi agraciado.
Depois de 14 anos de batalha mensal no Sérgio Porto e outros sítios do país,
o CEP tem o reconhecimento de uma instituião de alto nível.
O Instituto de Arquitetos de Brasil - IAB
confere ao Centro de Experimentaão Poética - CEP 20.000,
o ¿Diploma Urbanidade¿, criado para "premiar pessoas e/ou instituiões
não governamentais e sem fins lucrativos que promoveram
atos ou projetos de valorizaão do espaço urbano".
Esse prêmio é de algumas geraões de jovens de todas as idades que
passaram pelos palcos do CEP. Sem a galera, sem as conversas, sem a festa,
e o apoio do Rioarte, o CEP seria apenas um centro de endereçamento postal.
Fomos agraciados. Evoé, cordões do IAB !
O diploma será entregue na sede do IAB,
à Rua do Pinheiro (transversal da 2 de Dezembro), 10 -
Flamengo, sexta feira, 10/12, às 19 hs.
==
chacal
tels: 021 2259 0670 / 021 9363 8070
ELAINE PAUVOLID 18:07
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5.12.04
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nem fizemos juramento algum neste sentido. Nossa formação é outra, juramos coisas,
mas não as que os jornalistas juram. Isso é para nos livrar do peso de
cometermos erros terríveis. Às vezes propagamos uma idéia má,
porque não nos pareceu, a primeira vista, uma má idéia. É que
ficamos nesta superfície, a de julgar se algo que nos chega é uma boa
ou má idéia. Assim, vivemos com o risco de divulgar uma idéia má.
Que entendemos por idéia má? Bem, ou Mal, para começar idéia má, para nós,
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si ou mesmo no seu corpo um preconceito, um sectarismo, um racismo,
um ódio... Nossa intenção é que o mundo viva em paz e tudo que cheire
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velozes e inocentes, muitas vezes não percebemos o teor em
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A cortiça
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revista nova de poesia
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Os caminhos
AmbienteBrasil,
a gente recebe informações boas e más, receba-as também, afinal, esta
é a nossa morada de sonho, e nossos pensamentos não devem ser inócuos.
Aqui você clica e conhece a Casa da Cultura que sempre nos prestigia, aliás.
_______________
Oroboro # 2 e você nem sabia que exisita...
Tststs...
Acabe com a angústia agora de uma vez:
OROBORO
revista de poesia e arte - n.° 2
dezembro - janeiro - fevereiro - 2004-2005
O segundo número de OROBORO, com edição voltada para as artes plásticas, traz o trabalho
e o pensamento de Elida Tessler, artista plástica e fundadora (junto com Jailton Moreira) do
Torreão - espaço de produção e pesquisa em arte contemporânea (Porto Alegre). Elida Tessler
é a artista convidada para o dossiê deste número, organizado por Manoel Ricardo de Lima
(entrevista e texto de apresentação), com a participação especial do artista plástico
Jailton Moreira (com o texto criativo "Pequenas inconfidências de imagens e palavras")
e da crítica de arte Veronica Stigger (com o texto investigativo "Palavra de ordem").
Nesta edição, com enfoque na arte contemporânea, destacam-se também os trabalhos das séries ¿Não pare sobre os olhos¿, de Eliane Prolik, marcados por uma poética de apropriação de códigos de trânsito (aqui acompanhados de texto ¿dialogante¿ escrito pelo poeta e semioticista Alberto Puppi); de ¿Passa Um¿, de Mainês Olivetti, composto de objetos sensoriais do cotidiano; e de grafites-ícones (¿AXUX¿, ¿DisneyWar¿, entre outros), de autores anônimos, capturados por Eliana Borges dos muros de Curitiba, Buenos Aires e Rio de Janeiro.
Páginas especiais para a poesia e a prosa, com fragmentos do livro Regurgitofagia, de Michel Melamed, impressos sobre fotos (Débora 70) do espetáculo homônimo do a(u)tor; na seção ¿(C)obra¿ um texto-montagem de Valêncio Xavier, feito especialmente para esta edição; e poemas e contos dos poetas e escritores Fabrício Marques, Franklin Alves, Micheliny Verunschk, César Bond, Carlos Machado, Delmore Schwartz (traduzido por Virna Teixeira).
Na seção ¿Orobário¿, Wagner Mangueira se incumbiu de assinar o segundo texto-provocação: ¿Contorcível¿; e no espaço destinado aos quadrinhos, o humor anfíbio da história ¿Up Frogs!¿, de Maurício Benega.
OROBORO é uma Publicação da Editora Medusa Editores Eliana Borges e Ricardo Corona Programação visual Eliana Borges Editoração eletrônica Geucimar Brilhador Revisão Angelo R. L. Zorek Conselho editorial Antonio Cicero (RJ), Charles A. Perrone (EUA), Eduardo Kac (EUA), Flávia Rocha (PR), Isabel de Castro (RS), Joca Wolff (SC), Key Imaguire Jr. (PR), Marcelo Sandmann (PR), Mário Câmara (Agentina), Manoel Ricardo de Lima (CE), Ricardo Aleixo (MG), Ricardo Lísias (SP), Rubens Pileggi Sá (PR) Impressão Pallotti Periodicidade Trimestral Distribuição nacional (em livrarias) pela Editora Iluminuras. Tiragem Mil Exemplares.
Preço de capa: R$ 10
54 págs.
Contato:
editoramedusa@brturbo.com
Pedidos por e-mail ou pelo correio:
(A/C de Roberto Carlos)
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Caixa postal 5013
CEP 80061-990
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Distribuição:
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Projeto editorial beneficiado pela
LEI MUNICIPAL DE INCENTIVO À CULTURA DE CURITIBA
e incentivado pela
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